Quando o amor transforma

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Não é de hoje que eu venho debatendo esse assunto. O amor transforma, ele ultrapassa sentimentos que a gente tem pelas pessoas. Começa sempre do mesmo jeito: uma chama acesa que não cessa jamais. Depois, a segunda fase, onde o conhecer e conviver se misturam com a rotina. Por fim, os dois caminhos.

Os dois caminhos são tão opostos que fazem a gente pensar qual é o melhor seguir. O primeiro que aceita a convivência, percebe que são duas vidas andando paralelamente e não uma união de almas que se transformam. O segundo onde a aceitação de um amor profundo e verdadeiro é negado pela maneira fria que os casais acabam criando como rotina de seus dias.

Sempre em constante evolução. A pessoa que tu conhece hoje, amanhã não será a mesma. Seus olhos passarão por milhares de situações todas as horas do dia. E é improvável que ela queira se fechar para tudo que passa ao seu redor.

Mas não podemos negar, de fato, que a maioria vai querer trair para não estragar o mundo perfeito de um relacionamento longo e duradouro que é construido com anos de relação. A profundidade desse sentimento é maior que qualquer outro oceano a ser mergulhado.

Dai o relacionamento acaba. Por diversos motivos. Um diz que o outro não queria sair, não queria viver, não procurava estar junto. O outro diz que não estava mais afim, que não via mais companheirismo e que não tinha vontade nem de estar junto. O erro que procuramos para explicar esses momentos simplesmente não existem: ele está em tudo que aconteceu e passou. Simples.

Passou. Os dois integrantes do relacionamento mudaram; não são mais os mesmos de quando se conheceram. Eles buscam coisas novas, sensações que inovem suas rotinas. E ai entra a separação. Mas porque sofrer, odiar o outro e não querer nem ao menos conversar em paz quando necessário?

Anos se passam e a gente percebe que, no meio da rotina, éramos muito felizes. Mas mudamos: nossos rumos começaram a não ser mais os mesmos. Lá atrás, quando se conheceram, queriam shows e ir pra praia juntos. No fim, um queria conhecer o mundo e o outro, ficar em casa. São divergências pequenas que compõem uma vida.

Afinal, o que somos sem sonhar?

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